O juvenil da foto, a par com um macho e uma fêmea, foi encontrado na área do Planato Superior da Serra da Estrela, local bastante afectado pela quitridiomicose (doença fatal causada pelo fungo Batrachotridium dendrobatidis). Este facto é uma boa notícia pois julgava-se que já não existissem nessa zona. Esperemos que os exemplares encontrados sobrevivam e se consigam reproduzir ainda que a situação não seja minimamente favorável.
8.13.2012
Alytes obstetricans Laurenti, 1768
O juvenil da foto, a par com um macho e uma fêmea, foi encontrado na área do Planato Superior da Serra da Estrela, local bastante afectado pela quitridiomicose (doença fatal causada pelo fungo Batrachotridium dendrobatidis). Este facto é uma boa notícia pois julgava-se que já não existissem nessa zona. Esperemos que os exemplares encontrados sobrevivam e se consigam reproduzir ainda que a situação não seja minimamente favorável.
7.31.2012
Argiope bruennichi Scopoli, 1772
É agora bastante comum encontrar entre as ervas ressequidas esta espectacular aranha cuja coloração do abdómen se assemelha à de uma vespa. São caçadoras exímias e mal um insecto toca na teia lança-se num rápido salto sobre ele, envolve-o numa malha de seda e devora-o em poucos momentos. Foi o que testemunhei com a pequena mosca que a A. bruennichi fêmea, da imagem acima, capturou.
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| Macho do lado esquerdo e fêmea do direito. |
O dimorfismo sexual é bastante acentuado: o macho é muito menor e menos colorido. Na época de reprodução vagueia à procura de uma potencial parceira e assim que a encontra é extremamente cauteloso para não ser tomado por presa.
O macho da fotografia acima esperou que a fêmea capturasse uma incauta Apis mellifera para se aproximar um pouco mais mas, na verdade, raramente um macho sobrevive após o acasalamento.4.30.2012
3.27.2012
Hemorrhois hippocrepis Linnaeus, 1758
Comummente conhecida como Cobra-de-ferradura mede entre 80 a 150 cm e tem hábitos maioritariamente diurnos, estando activa durante todo o ano nas áreas mais quentes da sua distribuição.
A reprodução ocorre durante a Primavera e início do Verão, as posturas são constituídas por 4 a 11 ovos e o período de incubação demora entre 6 a 8 semanas.
Alimenta-se sobretudo de micromamíferos, répteis e passeríformes e é presa frequente de aves de rapina e de sacarrabos Herpestes ichneumon (espécie de origem africana que se encontra em expansão no nosso território).
Quanto ao habitat prefere zonas de matagal, rochosas e com pouca cobertura vegetal. Em Portugal ocorre sobretudo nas zonas mais a sul.
Na zona de Tomar são bastante comuns e fáceis de observar. O indivíduo da foto teria aproximadamente 1 m de comprimento e nesse mesmo dia observei outros 3 exemplares um pouco maiores.
Fonte: Répteis e Anfíbios de Portugal - Guia Fapas.
2.29.2012
Paul do Boquilobo
Apesar de viver relativamente perto desta zona protegida não a conhecia, pelo que decidi visitá-la hoje pela primeira vez. Saí na estação de Mato de Miranda onde a partir daí todo o caminho é feito ao longo da linha, por uma estrada de terra batida ladeada de campos de cultivo, com direcção a norte. O percurso em si teve valor uma vez que observei vários abibes Vanellus vanellus.
Com o tempo seco que tem estado não me surpreendeu minimamente que os níveis de água estivessem, a meu ver, consideravelmente baixos para a época, o que me surpreendeu foi a tonalidade negra das águas do rio. Esperaria encontrar a reserva mais preservada em vez de dar de caras com este triste cenário... Já bastam as várias espécies invasoras, entre as quais o lagostim-vermelho Procambarus clarkii que observei em grande número.| Observatório do Braço do Cortiço |
Contudo e quanto às aves, principal razão pela qual o Paul do Boquilobo foi elevado à condição de reserva natural (sendo uma ZPE, Zona de Protecção Especial para a Avifauna), avistei, entre outras, as seguintes:
Garça-real Ardea cinerea (2 indivíduos)
Narceja-comum Gallinago gallinago (5)
Pato-real Anas platyrhynchos (não tenho a certeza quanto ao número)
Pato-trombeteiro Anas clypeata (7)
Corvo-marinho-de-faces-brancas Phalacrocorax carbo (1 indivíduo a alimentar-se)
Milhafre-preto Milvus migrans (3)
Em relação a outras espécies:
| Romulea bulbocodium |
| Narcissus bulbocodium |
| Ninho de Hirundo daurica, com o seu característico túnel |
| Polygonia c-album (localização nova para a base de dados do Tagis) |
2.25.2012
Zerynthia rumina Linnaeus, 1758
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Esta vistosa borboleta, cuja envergadura varia entre os 40 e os 46 mm, pertence à família Papilionidae e pode ser observada desde Fevereiro a Julho, encontrando-se distribuída por todo o país (até aos 1000 m de altitude).
Os ovos são colocados na página inferior das folhas da sua única planta hospedeira, a Aristolochia paucinervis. Hiberna como crisálida e pode eclodir até 3 anos depois.
2.11.2012
Copris hispanus Linnaeus, 1764 e Oryctes nasicornis Linnaeus, 1746
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| Copris hispanus |
Julgo que raramente ambas se confundam mas aqui seguem algumas das diferenças: C. hispanus possui estrias nos élitros enquanto que os de O. nasicornis são completamente lisos. Também os da primeira espécie são negros enquanto que os da segunda apresentam uma coloração acastanhada, algo semelhante à dos élitros dos L. cervus. A primeira espécie é ainda bastante menor do que a segunda.
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| Fêmea de O. nasicornis. Note-se a ausência do característico "corno", apenas presente nos machos. |
2.09.2012
Hippotion celerio Linnaeus, 1758
Pertence à família Sphingidae. A lagarta, quando totalmente desenvolvida, atinge dimensões entre os 80 e os 90 mm. Alimenta-se de diversas plantas, sendo Vitis ssp. e Parthenocissus ssp. as suas principais plantas hospederias.
Quando se sente ameaçada retrai a cabeça exibindo os enormes "olhos" que possui no primeiro segmento abdominal tentando assim intimidar os possíveis predadores. O espigão, muito característico, é inofensivo.
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Quando se sente ameaçada retrai a cabeça exibindo os enormes "olhos" que possui no primeiro segmento abdominal tentando assim intimidar os possíveis predadores. O espigão, muito característico, é inofensivo.
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2.08.2012
Pogonosoma maroccanum Fabricius, 1794
Pertence à família Asilidae, ainda muito pouco conhecida no nosso país, cujos membros, por predarem outros insectos, são denominados "moscas assassinas".
Como este exemplar está bastante degradado o ideal, para se ter uma ideia da beleza desta espécie, é ver esta foto.
Dorcus parallelipipedus Linnaeus, 1758
| Fêmea |
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