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3.27.2016

Falcaria lacertinaria (Drepanidae)

Vi esta curiosa espécie pela primeira vez em Julho do ano passado, em Castro Laboreiro: os adultos apareceram nas armadilhagens nocturnas que fizemos e encontrei também a lagarta a alimentar-se de Betula (pelo que li há registos em Alnus), sendo que passa facilmente despercebida - assemelha-se um pouco aos amentilhos já secos - e talvez por isso mesmo, ainda não havia registos da lagarta em Portugal.
Trouxe a lagarta para registar a pupa e até essa é bastante bonita!

























































3.09.2016

Amostragens de borboletas nocturnas na Serra do Sicó

Numa altura em que há cada vez uma maior sensibilidade para a importância de conhecer e conservar a "nossa" biodiversidade, surgiu-me, já há algum tempo, a ideia de fazer um inventário das borboletas de hábitos nocturnos que ocorrem no Sítio da Rede Natura 2000 Sicó/Alvaiázere. Esta é uma zona dominada por calcários e matagais mediterrânicos, sendo que alberga um grande número de espécies, incluindo várias endémicas e/ ou ameaçadas.
Com a ajuda imprescindível de várias pessoas lá se tem dado forma a esse projecto. Dessas pessoas, seja pelo ânimo e o esforço nas amostragens, seja pela ajuda com as identificações e a vital partilha de dados, tenho sem dúvida a destacar o Jorge Rosete, Ed, Isaías, Pedro Pires e Martin Corley.

Hoje, com o Ed, fez-se uma amostragem nas proximidades das Buracas do Casmilo (Condeixa-a-Nova). Registámos poucas espécies, somente 7, mas tendo em conta a época do ano e a temperatura baixa (a rondar os 7 ºC) o balanço final acaba por ser positivo. Além das espécies ilustradas, apareceu ainda um exemplar de Agriopis marginaria (Geometridae).

Valeria jaspidea (Noctuidae). A espécie mais abundante da noite, com cerca de 10 espécimes.

Xylocampa areola (Noctuidae)

Cerastis faceta (Noctuidae)

Orthosia gothica  (Noctuidae)

Biston strataria (Geometridae)

Trichiura ilicis (Lasiocampidae). A espécie mais interessante da noite.
A nossa "armadilha" que basicamente consiste numa luz UV que atrai um grande número de espécies.

4.18.2015

Phyllonorycter roboris


Phyllonorycter is a very numerous genus belonging to the Gracillariidae family. One of its most distinctive species is P. roboris which, as all the other species, is a leafminer. The larvae feeds on oak and my records are from Quercus pyrenaica. It's poorly known in Portugal with only 6 records, half of them being from 1905.

Adult


Upper side of the tentiform mine

Pupa


5.06.2014

Field trip to Almería (Spain)

Here is a very small sample of the species that I was able to see in Almería. But there is much more.
Almería, situated in Andalusia, is one of the most biodiverse and interesting regions in Europe, including protected areas like the Tabernas Desert, Cabo de Gata and Sierra Nevada.
In 4 days we visited, with the essential help of Faluke, very different habitats and, of course, saw many of its unique and various endemic species.
I was very happy to finally see in the field both C. europaea (unfortunately it was already too late to see its flowers) and T. theophrastus; Cephalodromia sp. and C. melleus were a complete surprise.
Later, I will upload more pictures, a list with the species identified, and I will write a little about them.

Tarucus theophrastus, Cephalodromia sp., Cyrtisiopsis melleus, Caralluma europaea (fruits)

Ciclo de vida de Euchloe crameri

(clicar para ampliar)

Esta espécie, comum em Portugal, é bivoltina, ocorre em 2 gerações entre Março e Julho. As lagartas alimentam-se de plantas da família das Brassicaceae (que inclui, por exemplo, as couves) e as que encontrei no Monte Barata alimentavam-se de Brassica barrelieri.
Encontra-se distribuída por todo o território português e habita prados, matagais, zonas rochosas, entre outros habitats mediterrânicos.

O ciclo de vida desta espécie aqui ilustrado foi feito com espécimes diferentes, à excepção da pré-crisálida e da crisálida que se tratam do mesmo indivíduo. Pode ver-se o fio de seda que a ajuda a manter-se segura ao substrato.
Observámos o adulto a ovipositar e aproveitámos para registar o ovo, que é bastante pequeno e facilmente passa despercebido.

3.23.2014

Ansião e Vale das Buracas do Casmilo

No dia 16 de Março fui dar um passeio até Ansião e, na parte da tarde, às Buracas do Casmilo, um local magnífico.

Este lepidóptero pertence à espécie Aphelia peramplana (Tortricidae). Os estados imaturos alimentam-se de plantas da família Asparagaceae, como por exemplo Urginea maritima na qual as lagartas enrolam as folhas para se protegerem. Esta foi registada em Ansião de onde também trouxe uma lagarta da mesma família que encontrei em Euphorbia characias.



Já no percurso das Buracas do Casmilo, parámos junto a um charco temporário e aproveitei para registar as P. perezi. Ao aumentar a foto, que tem pouca qualidade, reparei que estavam a ser sugadas por Ceratopogonidae.
 Esta família de Nematocera é constituída por espécies  pequenas que rondam entre 1 a 5 mm, são geralmente escuras e, na sua maioria, têm a capacidade de picar. Os adultos em muitos casos alimentam-se de néctar mas o sangue serve como fonte de proteína para a produção de ovos, pelo que são as fêmeas que picam. Podem alimentar-se do sangue de diversos animais, incluindo humanos e transmitir doenças.
As larvas desenvolvem-se numa grande variedade de habitats aquáticos, como charcos, rios, água acumulada em poças; havendo géneros que estão associados mais a habitats terrestres, incluindo ninhos de formigas.

Habitat (Charco temporário)

Deixo também aqui algumas das outras espécies que achámos. 

Lasiocampa quercus
Orchis conica
Polygonatum odoratum

2.06.2014

Tive uma breve pausa nos exames e passei o fim-de-semana de 25 e 26 de Janeiro por casa. Claro que aproveitei para passar o meu tempo livre no campo.
Os campos já começam a estar floridos e a Primavera parece estar cada vez mais próxima. Mal posso esperar! Entretanto, estas chuvas são muito úteis, como para os charcos temporários.
O seguinte foi registado na zona de Tomar, na Primavera passada e, para além de uma miríade de invertebrados, é também habitat de Triturus marmoratus e Lissotriton boscai.

1.20.2014

Na noite de 18 de Janeiro, que foi bastante chuvosa,  fui até à Figueira da Foz para ver anfíbios e fiquei muito contente com a diversidade e quantidade de indivíduos que encontrámos.
Um grande número tentava atravessar a estrada, pelo que saímos frequentemente do carro para daí os retirar, aproveitando ainda para fazer alguns registos.


O primeiro que vimos foi este espectacular Bufo bufo com uma coloração que nunca tinha visto até agora.
























Depois, vi pela primeira vez o Triturus marmoratus pygmaeus (que conta com o estatuto de espécie em Espanha). É bastante mais delgado do que os T. marmoratus que existem na minha zona, é muito bonito.

Fêmea de Triturus marmoratus pygmaeus















Em zonas alagadas e charcos temporários junto à estrada era possível ouvir vários Pelodytes punctatus. Contudo, na época de reprodução não é fácil detectá-los, uma vez que se mantêm com a extremidade da cabeça fora de água e, quando nos aproximamos, ficam silenciosos.
Após algumas buscas achámos os primeiros exemplares, deixo aqui a foto de um deles com o caracol Portugala inchoata por trás.













Encontraram-se também vários D. galganoi, E. calamita, P. cultripes e P. waltl (um dos meus favoritos e que tem a incrível capacidade de projectar as costelas quando importunado).

Juvenil de Discoglossus galganoi

Pelobates cultripes


A lista de espécies (8 no total):
Bufo bufo
Discoglossus galganoi
Epidalea calamita
Pelobates cultripes
Pelodytes punctatus
Pleurodeles waltl
Salamandra salamandra
Triturus marmoratus pygmaeus

Por fim, para mostrar um pouco do que vimos para além dos anfíbios, termino com esta lagarta que pertence à família Noctuidae e que foi encontrada numa zona alagada a poucos centímetros da água. Deixei-a noutra zona mais seca.




12.23.2013

Welcome Winter

No dia 22 de Dezembro, participei numa armadilhagem para borboletas nocturnas na Serra da Lousã. O local, que desconhecia até à data, foi o Terreiro das Bruxas. Como já chegámos de noite não pude observar muito bem o meio envolvente mas, quanto ao que pude ver, é um habitat dominado por Pinus pinaster, com vários espécimes de Castanea sativa e de Quercus robur, além das invasoras Acacia spp. É de referir, aliás, que a Serra da Lousã se encontra deveras afectada pelo problema das espécies invasoras.

A temperatura esteve relativamente amena para a época do ano (aproximadamente 6 ºC) e observámos, ao todo, 9 espécies diferentes. Entre elas, 10 machos de Poecilocampa populi, um lepidóptero típico desta altura e que em inglês tem o nome de December Moth. A Serra da Lousã é uma nova localização para esta espécie.

A lista de espécies é a seguinte: 
Agrochola lychnidis (1)
A. blindaensis (6)
Epirrita sp. (4)
Watsonala uncinula (2)
Chesias legatella (1)
Poecilocampa populi (10)
Conistra vaccinii (1)
Pachycnemia tibiaria (1)
Choloclysta siterata (aprox. 8)

Tenho a agradecer ao Pedro Pires e à Tatiana Moreira pela oportunidade em os acompanhar nesta saída que, de resto, se revelou muito prolífica. Sem dúvida que armadilhar nesta altura do ano compensa.

Claro que nem tudo foram lepidópteros: aproveitei para explorar um pouco em redor e encontrei 2 S. salamandra e um Carabus cf. amplipennis, cujo registo aqui fica.




12.07.2013

Na continuação do post anterior, aqui ficam mais algumas imagens do mesmo local. Desta vez procurei especialmente por lagartas de Charaxes jasius. Encontrei-as nos medronheiros mais expostos, situados na orla do bosque.



Como que a comprovar, um pouco, a diversidade que os medronheiros atraem:


Um dos muitos Bombus sp. que se alimentavam nas flores de A. unedo.
Ovos de, possivelmente, Coreidae. No verso de uma folha de A. unedo

Dois dos macrofungos encontrados no mesmo dia:

Uma pequena Mycena sp.
Laccaria cf. proxima

8.22.2012

Shargacucullia lychnitis Rambur, 1833

  S. lychnitis é uma espécie de lepidóptero de hábitos nocturnos considerada rara e com poucos registos em Portugal. As lagartas alimentam-se de Verbascum spp. e encontram-se em zonas quentes e expostas.
  Há dois meses achei cinco indivíduos a alimentarem-se de Verbascum virgatum.

Predação por Runcinia grammica 




2.29.2012

Paul do Boquilobo


   Apesar de viver relativamente perto desta zona protegida não a conhecia, pelo que decidi visitá-la hoje pela primeira vez. Saí na estação de Mato de Miranda onde a partir daí todo o caminho é feito ao longo da linha, por uma estrada de terra batida ladeada de campos de cultivo, com direcção a norte. O percurso em si teve valor uma vez que observei vários abibes Vanellus vanellus.
   Com o tempo seco que tem estado não me surpreendeu minimamente que os níveis de água estivessem, a meu ver, consideravelmente baixos para a época, o que me surpreendeu foi a tonalidade negra das águas do rio. Esperaria encontrar a reserva mais preservada em vez de dar de caras com este triste cenário... Já bastam as várias espécies invasoras, entre as quais o lagostim-vermelho Procambarus clarkii  que observei em grande número.


  Outro ponto negativo a assinalar é o facto do único observatório estar voltado a sul, o que obviamente condiciona bastante a observação.

Observatório do Braço do Cortiço














 Contudo e quanto às aves, principal razão pela qual o Paul do Boquilobo foi elevado à condição de reserva natural (sendo uma ZPE, Zona de Protecção Especial para a Avifauna), avistei, entre outras, as seguintes:
Garça-real Ardea cinerea (2 indivíduos)
Narceja-comum Gallinago gallinago (5)
Pato-real Anas platyrhynchos (não tenho a certeza quanto ao número)
Pato-trombeteiro Anas clypeata (7)
Corvo-marinho-de-faces-brancas Phalacrocorax carbo (1 indivíduo a alimentar-se)
Milhafre-preto Milvus migrans (3)





















 Em relação a outras espécies:
Romulea bulbocodium

Narcissus bulbocodium 

Ninho de Hirundo daurica, com o seu característico túnel 

Polygonia c-album 
(localização nova para a base de dados do Tagis)


2.25.2012

Zerynthia rumina Linnaeus, 1758






  Esta vistosa borboleta, cuja envergadura varia entre os 40 e os 46 mm, pertence à família Papilionidae e pode ser observada desde Fevereiro a Julho, encontrando-se distribuída por todo o país (até aos 1000 m de altitude).
  Os ovos são colocados na página inferior das folhas da sua única planta hospedeira, a Aristolochia paucinervis. Hiberna como crisálida e pode eclodir até 3 anos depois.



2.09.2012

Hippotion celerio Linnaeus, 1758

  Pertence à família Sphingidae. A lagarta, quando totalmente desenvolvida, atinge dimensões entre os 80 e os 90 mm. Alimenta-se de diversas plantas, sendo Vitis ssp. e Parthenocissus ssp. as suas principais plantas hospederias. 
 Quando se sente ameaçada retrai a cabeça exibindo os enormes "olhos" que possui no primeiro segmento abdominal tentando assim intimidar os possíveis predadores. O espigão, muito característico, é inofensivo.

Mais informações


12.15.2011

Charaxes jasius Linnaeus, 1767


    Charaxes jasius é o maior ropalócero da Europa, chegando as fêmeas a atingir os 8 cm de envergadura. Por enquanto, nesta época do ano, já é possível encontrar as lagartas nas folhas de medronheiro, o seu único hospedeiro, normalmente posicionadas no centro da página superior. O imago alimenta-se dos sucos de frutos maduros.
  O exemplar da foto foi observado em meados de Dezembro na Serra da Lousã.