12.19.2014

Cicadellidae parasited by Dryinidae

While sorting insects collected in Serra da Estrela from last autumn, I found some parasited Cicadellidae. The culprits? Dryinidae!

Dryinidae is a family of parasitoid wasps of various groups such as Lepidoptera and Coleoptera but, in most cases, they are parasitoids of nymphs and adults of Auchenorrhyncha. 
Dryinids are endoparasitoids but, during the development, the larva protrudes from the host's body and creates a rigid structure for protection. When fully developed the parasitoid leaves the host, which is killed by then, in order to pupate.

Dryinidae are quite beautiful wasps and the sexual dimorphism is highly marked with most of the females being apterous and resembling ants. The females also have claw-like front legs to grab the host when ovipositing.


In the following pictures the larva protruding the host's body is very visible.


Zygina sp.



Zygina sp.


Dryodurgades sp.

11.15.2014

Encyrtidae

Nesta família, que é parasitóide, um único ovo fertilizado multiplica-se e, esse processo, culminará em vários adultos geneticamente idênticos.
O mais curioso é que uma pequena percentagem das larvas eclode precocemente e funciona um pouco à imagem de soldados: mata larvas parasitóides de outros indivíduos ou espécies, eliminando assim a competição. No final, as larvas "precoces" não passam pela metamorfose e acabam por morrer.
O hospedeiro, neste caso, foi uma Phyllonorycter sp. (Gracillariidae) que colectei em Marvão.

O adulto tem menos de 1 mm

Pupas perto da eclosão



11.06.2014

Laboulbeniales

The Laboulbeniales (Ascomycota) is an order of ectoparasitic fungus that have obligate associations with living arthropods, mostly insects. They have a basal cell that is able to penetrate the exoskeleton of its host, so they feed on the hemolymph.
With almost 2000 species known to science, the vast majority of the species that parasites Diptera are from the genus Stigmatomyces (145 spp. of 200).

Psilopa (Ephydridae) with Stigmatomyces 

8.12.2014

Poecilobothrus nobilitatus (Dolichopodidae): a new species for Portugal

Poecilobothrus nobilitatus belongs to the family of the long-legged flies, Dolichopodidae, and it's easily recognized by the white tips of its wings, which is a caracter only present in males who use it to court the females. This beautiful species can be found in damp places and it seems to be common where it occurs.
Here, in Portugal, we found it for the first time in Montesinho Natural Park (it was also the first time I visited the region).

Male with its characteristic wings
Female

Habitat

7.07.2014

Palinoecologia



Decidi escrever um pouco sobre Palinologia, em concreto sobre Palinoecologia, uma vez que é um assunto que para mim tem bastante interesse e que, além disso, envolve uma importante componente ecológica que relaciona a botânica e a entomologia.

Grãos de pólen. Ilustração de Wodehouse (1950). 

5.06.2014

Field trip to Almería (Spain)

Here is a very small sample of the species that I was able to see in Almería. But there is much more.
Almería, situated in Andalusia, is one of the most biodiverse and interesting regions in Europe, including protected areas like the Tabernas Desert, Cabo de Gata and Sierra Nevada.
In 4 days we visited, with the essential help of Faluke, very different habitats and, of course, saw many of its unique and various endemic species.
I was very happy to finally see in the field both C. europaea (unfortunately it was already too late to see its flowers) and T. theophrastus; Cephalodromia sp. and C. melleus were a complete surprise.
Later, I will upload more pictures, a list with the species identified, and I will write a little about them.

Tarucus theophrastus, Cephalodromia sp., Cyrtisiopsis melleus, Caralluma europaea (fruits)

Ciclo de vida de Euchloe crameri

(clicar para ampliar)

Esta espécie, comum em Portugal, é bivoltina, ocorre em 2 gerações entre Março e Julho. As lagartas alimentam-se de plantas da família das Brassicaceae (que inclui, por exemplo, as couves) e as que encontrei no Monte Barata alimentavam-se de Brassica barrelieri.
Encontra-se distribuída por todo o território português e habita prados, matagais, zonas rochosas, entre outros habitats mediterrânicos.

O ciclo de vida desta espécie aqui ilustrado foi feito com espécimes diferentes, à excepção da pré-crisálida e da crisálida que se tratam do mesmo indivíduo. Pode ver-se o fio de seda que a ajuda a manter-se segura ao substrato.
Observámos o adulto a ovipositar e aproveitámos para registar o ovo, que é bastante pequeno e facilmente passa despercebido.

4.28.2014

Cleptoparasitismo

Para mim,  as interacções mais interessantes entre os seres vivos são as do género da que relato seguidamente.
Peço apenas desculpa pela parca qualidade dos registos.

Vimos diversos Scarabeus laticollis a fazer rolar bolas de excrementos para serem posteriormente colocadas em buracos escavados no solo. Quando a fêmea está pronta para se reproduzir, a função destes excrementos é a de servir de alimento para as larvas.

No entanto, as larvas de Scarabeus  não serão as únicas a alimentar-se: é que muitos Sphaeroceridae estavam atentos e também eles prontos a colocar aí a sua descendência.

Na foto pode ver-se, com alguma boa vontade, as moscas em torno do atarefado escaravelho.
É um exemplo de cleptoparasitismo interespecífico (entre 2 espécies distintas)  Ou seja, um indivíduo rouba um recurso a outro que, sozinho, não poderia obter (ou gastaria muitos meios para tal).

Sphaeroceridae

Scarabeus laticollis, sendo possível observar uma mosca sobre os élitros.


Ovos de Tabanidae


Observei vários aglomerados destes espectaculares ovos próximos de água, sobre raminhos e folhas. Quando as larvas eclodirem hão-de cair directamente sobre a água onde se irão desenvolver.

As larvas de Tabanidae são sobretudo predadoras ou, ainda que facultativamente, detritívoras. Podem predar outros invertebrados, tais como caracóis aquáticos e outras larvas de moscas, incluindo as da sua própria espécie.

4.26.2014

Monte Barata


Passámos os dias 11, 12 e 13 de Abril pelo Monte Barata, situado no Tejo Internacional e adquirido pela Quercus em 1992.
Devo dizer que, além de muito bonito, é um local bastante interessante no que diz respeito à diversidade biológica.

Neste post vou falar um pouco sobre a área propriamente dita e,  nos próximos, irei destacar algumas espécies de invertebrados que tive a possibilidade de registar.




O Monte Barata, ao longo dos seus 420 hectares, tem variados habitats de cariz mediterrânico: a formação dominante é o montado de sobreiro (Q. suber) e azinheira (Q. rotundifolia), contando com matagais, rosmaninhais, galerias ripícolas; assim como olivais e pastagens.

O coberto arbustivo é constituído por giestas, tojos, estevas, mendronheiros, pilriteiros –  que quando em flor são excelentes para insectos polinizadores –  pereira-brava, incluindo ainda o tamujo (Flueggea tinctoria) que se trata de um endemismo ibérico.

Montado
Ribeira do Marmelal
Pilriteiro (Crataegus monogyna) em floração

Quanto à fauna, segundo o folheto informativo que nos ofereceram, no Monte existem identificadas até ao momento: 132 espécies de aves, 14 de mamíferos, 14 de répteis, 11 de anfíbios e 132 de insectos no geral (dos quais 94 são lepidoptera e 14 são odonata).
Claro que a lista dos insectos está muitíssimo aquém da verdadeira riqueza do local.

Aqui existem diversas espécies de vertebrados vulneráveis ou em perigo de extinção, tais como a cegonha-negra (Ciconia nigra), o abutre-preto (Aegypius monachus), o gato-bravo (Felis silvestris) e o morcego-de-ferradura-mediterrânico (Rhinolophus euryale).

Aegypius monachus. Esta ave necrófaga pode atingir 3 metros de envergadura e considera-se rara em Portugal, sendo que o lugar onde ocorre com maior frequência é, exactamente, o Tejo internacional.