7.20.2013

Cicindela sp.

  The larvae of Cicindela spp. are carnivorous. They construct funnel-shaped burrows and wait for preys with their head and pronotum visible, closing the entrance. This one in particular was found in Salreu, Aveiro, and started a very prolific day.
  The picture itself is one of the first tries with a new camera (Fujifilm HS30) and lens borrowed from a friend. I hope to finally be able to take pictures to small flies, like Hybotidae and Dolichopodidae, in the near future :-)



7.18.2013

Hybrid between Ophrys tenthredinifera and Ophrys speculum

  Well, with the studies and other duties, I seldom have time to post here but there are many things from the last months that I'd like to show. Let's start with this orchid, found by Joaquim Pessoa (AOSP). I think that's one of the most beautiful hybrids that I ever saw!  
  The habitat, a scrubland, was composed by Cytisus sp., Pistacia lentiscus and other common plants. I saw many Diptera (a lot of Platypalpus spp.) and also amphibians, like Hyla arborea hiding in the middle of the bushes.  Picture taken in April, 2013


4.17.2013


   Os insectos possuem uma papel vital na polinização biótica de um grande número de plantas. Estas para os atraírem fazem uso de uma miríade de odores, cores e formas...Algumas oferecem uma recompensa, tal como o néctar ou o próprio pólen que servem de alimento, enquanto que noutras tudo se resume a um embuste sem qualquer vantagem para o insecto, como é o caso muito conhecido das do género Ophrys.
   Também os Arum são mestres no engano: produzem um odor que atraí diversos insectos (sobretudo moscas)...que acabam presos no interior da planta. Tudo isto porque os Arum são plantas monóicas, ou seja, a mesma planta possui os 2 sexos, mas é conveniente evitar a auto-polinização, assim, recorrem à maturação diferenciada dos órgãos reprodutores, sendo que na mesma população isso varia de indivíduo para indivíduo de forma a tornar possível a polinização cruzada.
   As moscas desta foto são Phoridae, tal como a maior parte dos indivíduos que encontrei (são aqueles filamentos mais claros que impedem que alcancem a saída, mais tarde estes hão-de murchar).


4.11.2013

Platypalpus sp. (Hybotidae)

Estas moscas são muito frequentes em silvados e em arbustos. Apesar do seu tamanho diminuto conseguem ser realmente vorazes...e deixam para trás inúmeros cadáveres de mosquitos. É muito curioso observar o que se passa nestes micro-habitats, que tantas vezes passam totalmente despercebidos.





3.10.2013

Ophrys pintoi

  No dia 3 de Março participei na saída de campo da AOSP para, entre outras coisas, observar a recentemente descrita Ophrys pintoi, uma miniatura da O. fusca que em algumas zonas surge em concentrações elevadas (contámos 40 exemplares num metro quadrado).

Variações de Ophrys pintoi 
Ophrys fusca 
 A minha favorita, observada no mesmo local:

Ophrys tenthredinifera


12.22.2012

Um tesouro do Buçaco...

  Na Mata do Buçaco (ou Bussaco, como vos aprouver), especialmente em noites húmidas, encontra-se um endemismo ibérico especial: trata-se da salamandra-lusitânica, Chioglossa lusitanica, um anfíbio que, por possuir pulmões vestigiais, necessita de águas bastante límpidas e oxigenadas para sobreviver. Também aprecia vegetação e esconderijos em abundância, coisa que não falta por ali...
  Por causa do seu corpo esguio é um animal bastante rápido, não tendo nada a ver, por exemplo, com as pachorrentas Salamandra salamandra. Quando acossada por algum predador, caso não haja grande hipótese de fuga, possui um mecanismo de defesa quase ímpar nos anfíbios mas bastante comum em répteis: solta a cauda! Na Europa, mais concretamente no Cáucaso, existe a salamandra Mertensiella caucasica que é capaz do mesmo feito.
  Em Portugal, a C. lusitanica distribui-se por todo o noroeste, tendo por limite sul o rio Tejo.





  E já que referi a Salamandra salamandra, aqui fica um exemplar que apresenta manchas em forma de ferradura, algo curioso. Encontrado na mesma noite, claro.




11.17.2012

Outono

  Todas as estações do ano têm o seu encanto e o Outono é para mim, a par com a Primavera, a mais bonita. É neste altura que chegam as chuvas abundantes - pelo menos assim se espera - que proporcionam as condições necessárias para que o ano que se avizinha seja próspero em biodiversidade.
Vale do Rossim
  Claro que os dias se tornam mais curtos e que não se encontra tanta diversidade como anteriormente, no entanto, há seres vivos que beneficiam com as características próprias desta estação e são por isso mais fáceis de observar.
   É o caso dos cogumelos que, apesar de existirem durante todo o ano, se encontram em quantidade superior no Outono. As fotografias seguintes foram tiradas na saída de campo de iniciação à identificação de cogumelos, do dia 27 de Outubro, organizada pelo CERVAS.


Laccaria amethystina




Mycena rosea


Clitocybe odora 
Amanita muscaria
Apesar de ser um cogumelo tóxico para nós é consumido por outros animais, como, por exemplo, as lesmas.


10.08.2012

Orquídea de Outono, Spiranthes spiralis (L.) Chevallier

 Visitei, há aproximadamente duas semanas, a Serra do Sicó em busca da Spiranthes spiralis, a última das orquídeas que se pode observar nos nossos campos por agora. Foi a primeira vez que a vi e devo agradeço-lo a duas pessoas, Joaquim Pessoa e Luísa Borges da AOSP, que muito amavelmente me guiaram.
 Achámos 3 espécimes quando, normalmente, se encontra um número consideravelmente superior além de exemplares mais desenvolvidos, é com certeza resultado da seca que afectou bastante, e como seria de esperar, plantas, insectos e todas as formas de vida que deles dependem.
                                                                                                                     
A S. spiralis tem como principais características, além da ocorrência tardia, o facto da floração ocorrer primeiro do que o desenvolvimento das folhas, assim como a disposição das flores ser em espiral.

 Também observámos:
Atractylis gummifera. As folhas desta planta encontram-se totalmente secas durante a floração.
Este coleóptero pertence à família Geotrupidae, podendo tratar-se do género Thorectes sp. ou  Jekelius sp. Chamou-me à atenção a cor azul metalizada das patas.

9.05.2012

Asplenium ruta-muraria Linnaeus

  Foi com alegria que descobri, já no passado mês de maio, este bonito feto na Serra de Aire e Candeeiros.
 Apesar de se julgar pouco comum em Portugal, por aí é possível encontrar diversos exemplares em fissuras de rochas, sobretudo as calcárias.
 Para se saber mais sobre a espécie o ideal é ler o seguinte artigo:
 http://dias-com-arvores.blogspot.pt/2011/02/arruda-da-pedra-partida.html

8.26.2012

Lucanus barbarossa Fabricius, 1801

Macho
  Habita galerias rípicolas e florestas de caducifólias, sobretudo de quercíneas - mais um motivo pelo qual manter florestas autóctones bem preservadas é importante - tem hábitos nocturnos e pode encontrar-se debaixo de árvores, entre as folhas caídas, ou perto de candeeiros, atraída pela luz. Também se pode ver, ainda que mais raramente, ao crepúsculo, sendo esse o caso do exemplar da foto. As larvas são xilófagas, alimentam-se de madeira em decomposição.
 Quanto ao dimorfismo sexual, o macho possui mandíbulas mais proeminentes e a cabeça é comparativamente maior do que a da fêmea.


  Para fazer a distinção entre a fêmea de Lucanus cervus Lucanus barbarossa há que ter em atenção as seguintes características: os exemplares da primeira espécie possuem 4 lâminas nas antenas enquanto que os da segunda possuem 6, com menos frequência 7. O pronoto em L. cervus é arredondado enquanto que em  L. barbarossa é angular , o pontilhado dos élitros é menos evidente na primeira espécie e também a cor difere,  sendo castanho-avermelhados em L. cervus e pretos em L. barbarossa.