Passámos os dias 11, 12 e 13 de Abril pelo Monte Barata, situado no Tejo Internacional e adquirido pela Quercus em 1992.
Devo dizer que, além de muito bonito, é um local bastante interessante no que diz respeito à diversidade biológica.
Neste post vou falar um pouco sobre a área propriamente dita e, nos próximos, irei destacar algumas espécies de invertebrados que tive a possibilidade de registar.
O Monte Barata, ao longo dos seus 420 hectares, tem variados habitats de cariz mediterrânico: a formação dominante é o montado de sobreiro (
Q. suber) e azinheira (
Q. rotundifolia), contando com matagais, rosmaninhais, galerias ripícolas; assim como olivais e pastagens.
O coberto arbustivo é constituído por giestas, tojos, estevas, mendronheiros, pilriteiros
– que quando em flor são excelentes para insectos polinizadores – pereira-brava, incluindo ainda o tamujo (
Flueggea tinctoria) que se trata de um endemismo ibérico.
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| Montado |
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| Ribeira do Marmelal |
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Pilriteiro (Crataegus monogyna) em floração
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Quanto à fauna, segundo o folheto informativo que nos ofereceram, no Monte existem identificadas até ao momento: 132 espécies de aves, 14 de mamíferos, 14 de répteis, 11 de anfíbios e 132 de insectos no geral (dos quais 94 são lepidoptera e 14 são odonata).
Claro que a lista dos insectos está muitíssimo aquém da verdadeira riqueza do local.
Aqui existem diversas espécies de vertebrados vulneráveis ou em perigo de extinção, tais como a cegonha-negra (
Ciconia nigra), o abutre-preto (
Aegypius monachus), o gato-bravo (
Felis silvestris) e o morcego-de-ferradura-mediterrânico (
Rhinolophus euryale).
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| Aegypius monachus. Esta ave necrófaga pode atingir 3 metros de envergadura e considera-se rara em Portugal, sendo que o lugar onde ocorre com maior frequência é, exactamente, o Tejo internacional. |